Real Companhia Velha, uma velha
senhora com muita história, que agora me surpreendeu nesta visita de 3 dias,
iniciada nas instalações em Gaia, e finalizada nas quintas da companhia no
Douro.
Desde logo surpreendeu pela
cordialidade e emoção com que os responsáveis de Real Companhia Velha falam da
sua jóia, um sentimento que se nota em todos os elementos dos vários sectores
da companhia, desde os enólogos, aos responsáveis pela quintas e vinhas, tudo
aqui é espírito de grupo para contribuir para um objectivo comum, a procura da
perfeição, da qualidade, e aposta em novos produtos.
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Pedro Silva Reis - Presidente | Pedro Oliveira Silva Reis - Responsável de Marketing | Jorge Moreira | Director de Enologia |
Para além da tradição dos vinhos
do Porto, existe um sentimento embutido nas pessoas da Real Companhia Velha, de
procura do melhor e da novidade, de modo a aumentar a oferta ao consumidor
final, com uma diversidade e qualidade de vinhos maravilhosos, tratados com
todo o profissionalismo e orgulho de missão cumprida, agradar o consumidor
final.
A aposta em novas tecnologias e
métodos de tratamento das vinhas e dos vinhos é constante e incessante, para
quem tinha uma imagem duma companhia como eu, muito mais conservadora, está
como eu, redondamente enganado. Tudo aqui é movimento de procura contínua de
qualidade em novas apostas e ofertas, umas bem conseguidas, outras não, mas o resultado
final é sempre surpreendente e de grande qualidade, no tratamento das vinhas e
nos vinhos. Basta reparar na diversidade de vinhos e castas de cada quinta, uma
gama soberba para todos os apreciadores de vinhos, desde o menos exigente, ao
especialista mais exigente.
Tudo é estudado e analisado
quinta a quinta, parcela a parcela, videira a videira, de modo a conseguir a
melhor relação de qualidade, entre o Terroir e a diversas castas e a sua melhor
adaptação para produzir um produto final de elevada qualidade.
Deixo-vos aqui uma pequena amostra dos locais, quintas visitadas e vinhos provados, muito mais haveria para colocar e comentar, fiz abaixo um pequeno resumo da visita.
Programa da Visita
Sexta-feira, dia 20 de Março
12h00 –
Chegada à Real Companhia Velha, em Vila Nova de Gaia
12h30 –
Almoço na sala de eventos
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Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc e Real Companhia Velha Espumante Pinot Noir & Chardonnay Bruto 2012 |
Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc
- Notas citrinas e vegetais, na boca acidez equilibrada, frescura, corpo, harmonizou com as ostras na perfeição.
Real Companhia Velha Espumante
Pinot Noir & Chardonnay Bruto 2012 Um grande espumante, muito aromático e frutado. Na boca é viciante, intenso, refrescante, saboroso, proporcionando grande prazer, notas finas de brioche.
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Real Companhia Velha Espumante Pinot Noir & Chardonnay Bruto 2012 |
Muito interessante como aperitivo, combinei com amêndoas torradas, e adorei é viciante.
Antes da visita, a prova de três colossos, os colheitas de 1937, 1908 e 1867, três colheitas fabulosos, para mim o 1867 um dos melhores, de ficar todo o dia na boca, uma elegância extrema, persistência, amplitude na boca, foi uma honra ter provado estes três colheitas, ocasiões únicas, que talvez nunca mais se repetem.
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Colheita 1867 |
16h30 –
Partida de Vila Nova de Gaia para o Douro
Sábado, dia 21 de Março
09h30 –
Visita à Quinta de Cidrô (em jipes da RCV)
11h30 –
Visita à Quinta dos Aciprestes (em jipes da RCV)
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Quinta dos Aciprestes Sousão Grande Reserva Tinto 2011
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Quinta dos Aciprestes Sousão Grande Reserva um vinho magnifico, frutado, grande estrutura, taninos elegantes, enche a boca, prazer imenso, final longo e perfeito, excelente.
Real
Companhia Velha – Royal Oporto Porto 20 anos
Carvalhas
Branco 2012
Domingo, dia 22 de Março
12h15 –
Almoço no restaurante Cêpa Torta
14h30 –
Visita à Quinta do Casal da Granja e Centro de Vinificação da RCV
Conclusão: Três dias maravilhosos,
com as pessoas e vinhos desta terra abençoada pela sua rudeza, mas que afinal
produz algo de maravilhoso que são os vinhos do Douro, fiquei com uma opinião e imagem
completamente diferente da Real Companhia Velha, e um orgulho muito grande da
existência duma empresa Portuguesa, com tanto para dar ao consumidor final, é
uma questão de estarem atentos, ao que aqui se faz e produz, sendo claro, que é sempre
muito mais interessante visitar e verificar in loco. Espero ter oportunidade de voltar a provar os vinhos e conseguir deixar aqui no blog com mais pormenor a suas características.
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